Arquivo mensal: maio 2010

Decreto

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Frase de encerramento de refeições mal sucedidas, há pelo menos uma semana:
– “Mãe, quando eu quero mais, eu como. Quando eu não quero mais, eu não vou comer. Pronto.”
Publique-se. Registre-se. Intime-se.

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Terrible Twos

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Foi um fim de semana difícil, de muita birra e gritaria. Terminado o último ataque, eu estava triste e esgotada. Ela percebeu e disse:
– “Viu que eu parei de chorar?”
– “Vi.”
– “Viu como eu estou bonitinha?”
– “…”
– “Eu sou pequena, eu faço barbeiragem… mas passa!”

Não sei o que me assustou mais, se o comportamento ou a consciência.

Un garçon qui pleure

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A donzela chegou muito excitada da escola e não parava de falar, mesmo com a proximidade da hora de dormir. Pediu um lencinho de limpeza e disse que precisava vestir a mamadeira, porque hoje estava frio. Vários “modelos” testados depois, ela conseguiu embrulhá-la e carregar o embrulho pelo tecido, como uma trouxinha.
– “Olha, ele é um cadendeiro!”
– “Cadendeiro?!”
– “Um cadendeiro, é!”
– “O que é isso, filha?”
– “Cadendeiro é um moço que chora.”
– “Ahn… E onde você aprendeu essa palavra, menina?”
– “Em Paris, ué! Na minha casa de Paris, você não sabia que eu tinha?”

Nem só as mães pagam mico

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Ontem a mania do dia era perguntar “como que você se chama?” para qualquer passante que se aventurasse no playground do prédio.
Ela estava no balanço com a tia quando passou um vizinho carregando no colo um desses cachorros bem peludos, tipo lhasa apso. O cachorro estava com a cabeça levantada, todo alerta, e sua cabeleira parecia mais alta que a cabeça do próprio dono. Em vez de bancar a agente do Censo, ela disparou:
“Noooossa, que maluco, ele tá com um cachorro na cabeça!”