Harry Potter e o Virundum Literário

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“Rari Póca”. É o nome do livro que ela quer dar para o pai no dia dele.

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Within her there lay an invincible summer

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Um princípio de queixa na ida para a escola, primeiro dia. Eu explico que a vida é boa porque tem esses ciclos, tivemos férias, agora ela reencontraria os amigos e depois teria férias, viagem e passeios de novo. Que as próximas férias serão no verão, que a gente pode ir para uma praia e podemos até convidar os vovôs para irem junto.
– “Mamãe, como era o nome daquele hotel na praia mesmo?”
– “Borapirá. É um nome de peixe, lembra?”
– “É. Então quando o vovô e a vovó forem com a gente, vamos procurar uma praia que tenha um hotel chamado Pequeno Peixe, Pequeno Polvo?”

As bodas do eco

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No carro, indo para o cinema com a amiguinha do prédio, que vê uma revista com fotos de igrejas e diz:
– “É aqui que eu vou casar!”
– “É mesmo, Lorena? E você já sabe com quem você vai se casar?”
– “Hummmm, com o Lorenzo, da escola!”
– “Lorena e Lorenzo, até combina, né?

A Catarina, que não sabe o que é igreja e mal entendeu o conceito de casamento ainda, não quis perder o bonde:
– “Eu também vou me casar!”
– “Ah, é, filha? E com quem, por acaso?”
– “Com o… Catarenzo!”

Houston, we have a problem – and a post

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Hoje ela ficou no meu pé pedindo jantar mais cedo. Fiz macarrão ao sugo, ela comeu umas quatro garfadas e disse que não queria mais. Começou a bizantina discussão mãe-e-filha sobre a segunda não ter comido nada e a certeza de ficar com fome fora da hora. Então sugeri um ovo mexido, ela aceitou e jurou que rasparia o prato. Ovo entregue, ovo quase todo comido e começa a enrolação de novo:
– “Está gostoso aí, filha?”
Lançando um olhar de meiguice calculada, ela sussurra:
– “Mamãe, preciso te dizer uma coisa.”
Então caminha até a mesa, olhando para baixo e ainda sorrindo, sobe no meu colo e diz:
– “Eu te amo… Eu te adoro…”
Eu a abraço e retribuo:
– “Eu também te ad…”
– “Mas nós temos um pequeeeeeno problema… Eu não quero mais.”

Na enchente do CEAGESP

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Comendo salada na casa dos avós:
“Eu quero pepino, cenoura, tomate, acelga… Ah! Tem rabanete!”
– “Você quer, Catarina?”
– “Hmmm, não, obrigada…”

E começa a comer, cantarolando baixinho:
“Rabanete não é peixe, rabanete peixe é…”