Arquivo mensal: fevereiro 2010

Causas e conseqüências

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Ontem certas pessoas demoraram mais de duas horas para adormecer. Quando a segunda hora já batia seus quarenta minutos, capitulei, saí do quarto e convoquei o pai, a quem ela estava chamando como mais uma tática para me enrolar. Mas vinte minutos e só blá-blá-blá saía do quarto.
“Chega, traz ela para a nossa cama, vamos ver se com o barulho da TV ela capota.”
Então vêm os dois pro quarto, ela deita e começa a assistir Sopranos, toda interessada.
“Filha, isso é de adulto. E tá na hora de você dormir, já tá muito tarde. Fecha o olhinho.”
– “Não.”
– “Catarina, já são quase dez e meia, fecha o olhinho e dorme.”
– “Não posso.
– “Por quê?”
– “Puquê quando fecha o olhinho o naliz entupe.”

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Geeks ‘r us

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Acordou hoje chamando pelo pai, que tinha dormido na casa dele.
– “Vamos mandar um bilhetinho pro papai para ver se ele vem tomar café com a gente?”
– “Vamooooos!”

Eu digito o SMS, ele responde que vem só mais tarde. Antes que eu vire para explicar, ela me manda a pérola:
– “Mamãe, esse verdinho é o blog do papai?”
M-o-r-r-i de amor.

A máfia no maternal

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Eu, aproveitando para ver um episodiozinho de Os Sopranos durante a soneca da donzela.
Ela vai e acorda bem na cena em que Tony Soprano sofre um atentado a tiros e bate o carro depois. Começo a catar o controle remoto e digo:
“Fecha o olho, filhinha, é filme de adulto e a mamãe já vai desligar.”
“Nãããão, eu quelo veeeeer!””
A cena seguinte mostra o ferido no hospital, levando um curativo na orelha.
“Mamãe, como que ele machucou?”
– “Batendo o carro, lembra?
– “O médico tá fazendo um culativo nele…”

O bendito controle aparece e eu desligo.
“Aaaaah, desligou!”
– “Desliguei, né, filha, não era filme para criança…”
– “É, eu não gostei. Só gostei do culativo, tããão fofinho na olelhiiiinha…”

[Para @tina_lopes]

Cadê o breque?

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No carro, voltando do almoço na casa da avó, e morta de sono:
– “Mamãe, você trouxe a chupetinha da Ina?”
– “Não, filha, a mamãe esqueceu. Mas a gente já tá chegando em casa, tá?”
– “Dãããããã, mamããããe…”

E este é só um exemplo.
Dois anos é cedo demais para “dãããã”. Agora fiquei com medo.